Poderá ser utilizado para a defesa da mente
 e na sua recuperação nas horas de desgaste
ou ataque espiritual.
 

           Exercício de concentração com foco visual


Separe um objeto simples, como um prato, por exemplo. Deve ser algo com uma forma simples para não ter que ser visto em partes. Sente-se numa cadeira com apoio para as costas, colocando este objeto a mais ou menos um metro de distância, numa altura em que você não force os olhos para enxerga-lo.

Fique olhando para o prato, o objeto escolhido no nosso exemplo, com a intenção de dirigir seus pensamentos apenas para a sua observação. Qualquer pensamento que surja deve ser afastado; volte então a dedicar atenção plena ao prato, pensando nos seus aspectos em detalhes. De início, é impossível conseguir ficar muitos segundos sem desviar o pensamento. Isto só vai acontecer com o treino. À medida que você insiste, sua mente vai adquirindo a capacidade de se concentrar cada vez por mais tempo na observação do objeto. Repita por vários dias.

Você vai notar que em alguns dias é muito mais fácil se concentrar do que em outros. Também poderá observar em quais horários sua mente é mais facilmente controlada, para futuro benefício dos seus exercícios de concentração ou meditação. As primeiras horas da manhã são boas para quem aprecia levantar cedo, o final do dia serve para quem acorda em cima da hora de trabalhar.

 


Exercício de meditação visual


É semelhante ao exercício de concentração, mas nesta meditação o objeto é substituído por uma imagem mental, criada para ser o foco de atenção da mente. No princípio estas imagens são simples, como uma árvore, por exemplo, para não se perder o sentido global da figura mental. Mais tarde, pode-se criar focos mentais mais complexos, como uma paisagem com diversas árvores.

Na meditação, a imagem mental é o menos importante; dedique atenção às sensações que tal figura desperta, mas esteja sempre atento para não sair do foco mental.

Sugestões para focos visuais de meditação: um campo de trigo, uma montanha com neve, a chama de uma vela, a luz da Lua iluminando um canto do jardim, a luz do Sol refletida nas águas do mar, a imagem de um personagem mitológico, a figura de uma carta de Tarô, o desenho de um símbolo.

 

 

Exercício de meditação com mandala


As mandalas são desenhos circulares, considerados sagrados em muitas culturas antigas e atuais. Para este exercício, você vai precisar do desenho de uma mandala. Ela pode ser de origem ocidental ou oriental, porém deve ter seu ponto central bem definido, pois nas mandalas este ponto está associado às forças divinas.

Sente-se e coloque a mandala à sua frente, numa posição em que você possa observa-la confortavelmente. Analise por alguns instante o desenho todo, depois fixe seu olhar no ponto central da mandala. Enquanto olha para este ponto, não permita que os pensamentos percam o rumo. Sempre que vier à mente outro assunto, deixe que ele vá adiante, não o retenha.

É possível que, se você tiver alcançado boa capacidade de concentração nos exercícios anteriores, consiga meditar já a partir do primeiro contato com as mandalas, pois elas têm uma estrutura que conduz à meditação.

 

 

 

Exercícios com Mantra


Os mantras são  considerados sagrados e com poderes vibratórios extraordinários. Para os indianos, o mantra mais sagrado é AUM, cujo som guarda ligação com os aspectos divinos da criação, conservação e destruição. Uma variação deste mantra é o OM, muito usado no Ocidente.

A meditação com um mantra consiste em fazer deste som o foco que direciona a atenção da mente. Da mesmamaneira que se cria um foco visual, pode-se criar um foco sonoro, com a mesma função de auxiliar na concentração. O som vibra mais que uma imagem e por isso é muito fácil chegar à meditação através de mantras.

Algumas pessoas substituem o mantra indiano por palavras com qualidade que desejam despertar na sua natureza: paz, amor, alegria. Outras usam como mantra seu nome ou a primeira vogal de seu nome.

A entonação de um mantra é importante. A voz deve fluir solta, emitindo o som com prolongamento no final, deixando que o mantra escolhido flutue no espaço. Depois que tiver repetido o mantra algumas vezes, passe à sua repetição mental ou em voz baixa, fazendo com que ele ocupe a sua mente por completo, evitando outras produções mentais.

 

Iniciação de um Mago (Celina Fioravanti)